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Aprenda a identificar a energia excedente reativa para evitar multas

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Muita gente paga a energia elétrica sem analisar a discriminação da fatura vinda da concessionária. É aí que, sem perceber, muitos empresários arcam com uma multa bem comum que onera em até 30% a conta no final de cada mês. A fatura de energia elétrica não discrimina a penalidade como multa e sim como “energia reativa excedente”, fato que, por vezes, confunde o consumidor e o distancia de soluções que podem reduzir o valor da conta de 5% a 30%.

A multa intitulada “energia reativa excedente” é a penalidade dada pelas concessionárias às empresas que possuem um baixo fator de potência, reflexo do mau aproveitamento da energia elétrica. O fator de potência, expresso em porcentagem, é a relação entre as potências reativa, aparente e ativa. 

A potência ativa é aquela que pode ser transformada em trabalho. É a responsável por fazer um motor funcionar, acender as lâmpadas da casa ou manter o sistema de aquecimento, por exemplo. Observe sua conta de luz e veja que a energia ativa é medida em quilowatt-hora (kWh).

Já a potência reativa é essencial para o funcionamento de máquinas elétricas, como motores de indução. Ela circula entre um equipamento e a fonte de alimentação, sem produzir nenhum trabalho, a não ser manter esses campos em funcionamento. A energia reativa é medida em quilovolt-ampere-reativo-hora (kVArh).

Alguns equipamentos elétricos precisam das energias ativa e reativa para funcionar. Mas, apesar de necessária, a utilização da energia reativa deve ser limitada ao mínimo possível, pois quando em excesso, exige condutores de maior secção e transformadores de maior capacidade.

Por que multar os consumidores pela energia reativa excedente?

A multa corresponde ao uso ineficiente do sistema elétrico, podendo resultar em carregamento evitável no sistema de distribuição, comprometimento da qualidade do fornecimento e, ainda, exigir investimentos adicionais de compensação pela concessionária local.

Apesar de descritas na fatura, as multas não são notificadas ao consumidor, que pode, muitas vezes, pagar a tarifa por longos períodos sem perceber. Por isso, é importante acompanhar e entender o que de fato é cobrado na fatura de energia.

Como a concessionária determina a multa?

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) determina que o fator de potência pode variar entre zero e um, mas o ideal é um. Para clientes industriais, este fator de potência deve ser de, no mínimo, 0,92. 

A energia ativa é cobrada na fatura por quantidade de consumo em um intervalo de tempo, enquanto a energia reativa só é cobrada quando é excedente. Quanto mais baixo for o fator de potência, menor a eficiência e rendimento do equipamento, e se o índice ficar abaixo de 0,92, a empresa pode ser multada.

A energia reativa excedente precisa ser controlada para evitar consequências como:

  1. Perdas mais expressivas na rede elétrica;
  2. Mais quedas e flutuações nas redes de distribuição;
  3. Aquecimento e quedas de tensão;
  4. Limitar a capacidade dos condutores e equipamentos da rede. 

A distribuidora pode aplicar multas e dar um prazo para que o excedente seja controlado. Vale destacar que nem todos os consumidores estão sujeitos a essa cobrança. Ela é mais comum para indústrias, estabelecimentos comerciais, condomínios e residências de alto padrão.  

Como evitar o excedente de energia reativa?

Uma dica aos grandes consumidores é verificar se há equipamentos ociosos ou superdimensionados, que podem resultar em energia reativa excedente. Vários motores de pequena potência também contribuem para um baixo fator de potência, além das lâmpadas que utilizam reatores, como as de mercúrio e as fluorescentes.

Uma solução eficiente é a instalação de bancos de capacitores. A redução na conta de energia levará à recuperação do investimento em três ou quatro meses. Considere analisar, também, o redimensionamento de equipamentos e a redistribuição de cargas por diversos circuitos. O Sebrae também publicou um resumo sobre a eficiência dos equipamentos. Clique aqui para acessar o material.

Agora que você já sabe interpretar sua fatura e implementar medidas no controle da energia reativa excedente, aproveite para baixar a conta de luz da sua empresa.

FONTE: SEBRAE

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